sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

As tentações da aparência














A receita parece fácil:


um bom salário + pequenas despesas = bons aportes.
Bons aportes * anos = um patrimônio que te deixará, digamos, mais livre, leve e solto.

Parece fácil! Mas algumas boas armadilhas estão no caminho.
Tenho alguns pares na empresa em que trabalho que ganham o mesmo que eu (já falei sobre meus salários em algum momento do blog, pesquisa aí), o destino do dinheiro que cada um de nós toma é curioso, são opostos. A tendência natural de alguém que comece a ganhar bem (ou às vezes nem tão bem assim) é demonstrar aos outros que agora ele passou a desfrutar os bens de consumo chamados posicionais: celular, tablet, notebook, carro da moda, apartamento grande, decoração cara, almoço caro, vinho bom, cerveja importada, etc. Nada contra o uso que cada um faz do seu salário, "daqui não levamos nada", muitos dizem, "o dinheiro é pra isso", outros gritam, "caixão não tem gaveta", ironizam os mais descolados (esses são os piores...rs). Concordo! Mas devemos bancar a dependência que isso irá gerar de um trabalho desgastante, estressante e que não te deixará tempo para fazer coisas simples; sem contar que todos terão que manter o ritmo intenso deste trabalho por anos a fio, a fim de sustentar o alto padrão de consumo gerado (e sem construção de patrimônios sólidos, importante ressaltar). Alguns argumentam comigo, cara eu tenho um apartamento (financiado em 30 anos) que vale no mercado R$ 600.000, quando eu quiser eu vendo ele e embolso a grana. Mas aí é que entra a perversão do jogo das aparências. O cidadão dificilmente vai vender o apartamento em que mora, no qual dedicou tempo em obras, em decoração, por onde seus familiares, amantes e amigos passaram, para "downgradear" em seu status social e passar a morar naquele apartamento tacanho, sem vista, sem grande potencial de impressionar alguém; esse é o ponto, meus pares (e tantos outros que estão aí do seu lado) querem a todo momento impressionar alguém, eles usam seus salários para adquirir visibilidade social em detrimento à construção de um patrimônio sólido "que não tem graça, ninguém consegue saber quanto você tem na conta, que diferença faz?". Nessa lógica perversa o que importa não é ter, é aparentar ter. 

Prefiro ter e manter um padrão que posso sustentar (e que me permite ter bons aportes mensais), a entrar nesse jogo de visibilidade social que só me trará falsos amigos, mulheres e aproveitadores. 

Meus caros, quem vive de aparência é puta!

 Abs!

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Gastar fortunas não é tão legal assim

“Eu posso entender que alguém queira ter milhões de dólares porque há certo grau de liberdade que acompanha esse fato. Mas à medida que você vai além desses primeiros milhões, eu tenho de lhes dizer que você vai comer o mesmo hambúrguer de sempre”. Bill Gates disse isso em uma apresentação na Universidade de Washington. Realmente dizem (li em algum livro) que vencedores de grandes prêmios na loteria vivem um ápice de euforia e, passado um determinado tempo, tendem a se acostumar com a fortuna e passam a reclamar da vida, como fazemos todos nós (pobres) a todo momento....rs. 

Na dúvida sigo poupando!

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Fechando o Ano

O que dizer de um ano que foi um dos melhores de minha vida?

Isso mesmo, adorei 2011! Trabalhei pra cacete, fiquei puto pra cacete, mas tive uma saúde ótima, viajei, estou cercado de bons amigos(as), uma companheira que amo muito, e, ainda por cima, atingi a excelente marca de 230k no dia 31/12. Fiquei 20k acima de minha projeção (vide post projeção patrimonial), gastei menos que imaginei no 2° semestre, estava com uma previsão um pouco alta, além de ter contado com bons resultados em algumas ações. Refiz algumas contas e cheguei a uma conclusão interessante, a cada ano vou acrescentar uma centena ao meu patrimônio financeiro, de forma que ao final de 2012 devo ter 300 e poucos mil, em 2013 400 e poucos mil, e assim por diante. Conta burra e modesta, a partir dos 500k a coisa pode deslanchar. Óbvio que considero para tanto a manutenção (e correção) do meu salário atual, o que nem sempre é garantido, por razões também óbvias: posso ser mandado embora amanhã.

É isso! Bom ano a todos vocês. Agradeço a opinião e os comentários de todos.