sexta-feira, 29 de julho de 2011

Seja "o cara"

É  paradoxal, mas a realidade é que para alcançar a propalada liberdade financeira, garantir bons aportes e chegar a um bom patrimônio financeiro é fundamental que você seja um cara indispensável no trabalho e que ganhe, conseqüentemente, um bom salário e benefícios.
Para parar de trabalhar você tem que ser “o cara” no trabalho durante alguns anos. Faça parte do circo, use ele a seu favor. Digo isso em uma posição privilegiada, trabalho em uma dessas grandes empresas e vejo esse circo de perto, com olhos atentos, quase antropológicos. Reflita comigo, você sabe trabalhar com Excel, Word, Power Point? Não digo fazer o elementar, você sabe usar as ferramentas do Office muito bem? Bem pra caralho? Entenda que por mais genial que você seja, apenas um curso poderá te garantir uns macetes que farão de você o solucionador de “picas” da firma. Poucas pessoas sabem mexer bem no Office, faça um bom curso, invista seu tempo e inteligência nisso, com esse aprendizado facilite a vida de quem manda na empresa.  Não quero soar como um Max Gehringer dos pobres, mas a experiência de vários anos em empresas me deixa confortável em dividir algumas experiências.
E inglês? Você sabe falar inglês? Digo falar inglês mesmo, ter fluência em conversas, saber responder email, dar informações, etc. Com a internet temos possibilidades infinitas de desenvolver conhecimento e estar em contato com falantes nativos. Fica aqui a última e mais preciosa dica: o ITunes U. A Apple realmente quer que você se dê bem na vida (talvez para rolar uma grana extra e você se tornar um consumidor dos gagdets do Steve Jobs). Para quem não conhece, o ITunes U(download em http://www.apple.com/br/itunes/ ) é uma plataforma, dentro do ITunes, que disponibiliza (gratuitamente) aulas e palestras de várias universidades do mundo, dentre elas: Stanford, Harvard, UC Berkeley, MIT, New York Academy of Art, etc. Você pode praticar seu inglês e estar “dentro” da sala de aula das universidade que formam os grandes líderes globais. Outro dia vi a palestra de uma VP da Google, a primeira engenheira da empresa, que foi contratada na própria universidade de Stanford, pelos colegas de turma Larry Page e Sergey Brin (os fundadores da bagaça). É sensacional! Vale o download, a visita e o treino diário. Sei que a rotina é corrida e desgastante, mas para termos rotinas mais tranqüilas e serenas sugiro essas pequenas práticas.
Obs.: A ideia do post surgiu de um comentário anônimo (no post abaixo) que previa chegar aos 500k somente daqui 9 anos. Para tentar antecipar a data, ele joga na loteria federal. Cada um com seu cada um, mas acho que se especializar para ganhar um salário melhor é mais garantido.

Bom final de semana!

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Milionário é milionário desde os tempos que 1 milhão é 1 milhão

O título meio demente deste post é proposital. Aos que me acompanham desde que o blog surgiu, há 2 meses e pouco, sabem que sou simplista, para o bem e para o mal; não sou genial, sou apenas mais um na multidão, desses que você encontra no centro com pastinha no braço e MP3 no ouvido. Acho muito interessante essa utopia do milionário. Coloquei ao fim a capa da revista Época de duas semanas atrás para ilustrar como o imaginário popular trata o milionário da mesma forma há muito anos. Desde que sou criança escuto falar de milionários: nos filmes, livros, seriados. Tenho um claro objetivo de ter 1 milhão de reais na conta. Entendo que a inflação é um dragão que corrompe os ganhos, mas 1 milhão de reais são 1 milhão de reais. Não é fácil, é foda chegar lá (com a receita média de um brasileiro). É uma luta contra tudo e todos, contra os valores materiais, contra a publicidade, contra o que vemos e ouvimos por aí. São muitos anos de aportes, negações e persistência. Entendo que existe um balizador, que é a conversão do patrimônio para o dólar, para daí sim declarar-se um milionário puro sangue. Na minha cabeça é diferente, tens 1 milhão de notinhas empilhadas no banco? É milionário! Ponto.  Se esse indivíduo poderá viver da renda dessa grana até que a morte os separe, aí é outra história.
Enquanto isso, seguiremos o exemplo do porquinho rosa: vamos poupar, pegar uma praia despreocupado (com filtro solar) e esperar o grande dia chegar.


segunda-feira, 11 de julho de 2011

Dúvidas, sugestões, críticas, empréstimos...

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Balanço 1° Semestre 2011

Tenho tido um de meus melhores desempenhos dos últimos anos. Fiz aportes médios de R$ 4.110 (R$ 360,00 acima da minha meta) e tive um custo de vida mensal de R$ 2.400 (não coloquei metas, fica  xiita demais ao meu entender). Mantendo-se essa pegada, fecharei o ano com R$ 49.320 de aporte anual (também acima de minha meta de 45k). Talvez não consiga fechar a previsão de terminar o ano com R$210.000, a Bovespa está um lixo e tenho alguma coisa lá. Mas vamos batalhar (sem deixar de aproveitar o fim de semana....rs). O horizonte é azul!

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Milionários antes dos 30 anos (Isto é)

No ano passado, o Brasil ganhou 23 novos milionários por dia, muitos com menos de 30 anos. Conheça a receita de quem chegou lá tão cedo


Quando o assunto é dinheiro, o primeiro US$ 1 milhão (R$ 1,59 milhão) é das marcas mais almejadas. Com o forte crescimento da economia nos últimos anos, tem aumentado em ritmo acelerado o número de felizardos que conseguem atingi-la no Brasil. No ano passado, 8,4 mil brasileiros entraram para esse seleto grupo, que hoje soma 155,4 mil pessoas – são 23 novos milionários por dia, segundo dados das consultorias Capgemini e Merril Lynch divulgados na semana passada. Pode parecer pouco, principalmente se comparado a países desenvolvidos como os Estados Unidos e a Alemanha ou ao total da população nacional. Porém, ao examinar a série histórica, iniciada em 2002, pode-se constatar a crescente importância dos países emergentes. Há oito anos, havia 75 mil milionários no Brasil. Em menos de uma década, o número mais do que dobrou. “A participação dos países desenvolvidos no bolo mundial continuará diminuindo diante do crescimento veloz dos novos mercados”, confirma Jean Lassingnardie, chefe de vendas e marketing global da Capgemini Global Financial Services.

                                                       Thiago Monsores
                                                      

A pesquisa não apresenta um perfil dos que atingiram o primeiro US$ 1 milhão. Mas especialistas em gestão de empresas ouvidos por ISTOÉ dizem que a tendência é a diminuição da idade desses milionários. “Os jovens têm crédito para abrir empresas e as perspectivas no Brasil são melhores do que em muitos lugares no mundo”, diz Antônio André Neto, coordenador do MBA de gestão estratégica e econômica de negócios da FGV Management em São Paulo. “Vivemos um momento excelente e único para empreender.”
O surgimento de novas áreas de negócios, como a internet, na qual o investimento é baixo e o retorno pode ser rápido, também propicia a proliferação de jovens milionários. O carioca Edgard Nogueira, 28 anos, criou o site de buscas Aonde.com com apenas 14 anos e custo inicial mensal de R$ 50 para hospedar o site nos Estados Unidos. A empresa começou a dar lucro no terceiro mês, e ele multiplicou seu capital. “Romper a barreira do milhão era uma meta, vi que isso aconteceria. Era questão de tempo”, diz ele. “Mas nem por isso estou tranquilo”, conta o rapaz, que hoje tem seis sites filhotes do Aonde.com.

Os jovens empreendedores são inquietos e tendem a transformar projetos em realidade rapidamente. “Boas ideias todo mundo tem, o segredo é colocá-las em prática”, diz o carioca Bruno Grossman, 29 anos e dono da Yoggi, a primeira empresa 100% nacional no ramo de frozen yogurt, uma mistura de iogurte com sorvete que caiu no gosto do brasileiro. Antes de abrir o próprio negócio, Grossman trabalhava ajudando terceiros a ser empresários bem-sucedidos, seja estruturando a empresa, seja apontando os caminhos do lucro. O período serviu de escola para a criação da Yoggi. Em 2008, ele investiu R$ 400 mil no empreendimento e, em apenas dois anos, seu faturamento anual alcançou R$ 96 milhões. Atualmente, a marca tem 80 lojas espalhadas pelo Brasil e deve fechar o ano com 100. “Você tem que ter coragem para ousar e, principalmente, acreditar e insistir nos seus objetivos”, ensina ele.


                                                       Bruno  Grossman

Outro ponto em comum entre eles é o fato de não terem cifras como metas. Por isso, quando ganham o primeiro US$ 1 milhão, preferem reinvestir na empresa a ostentar – afinal, a ideia é ter muitos milhões no futuro. “O objetivo é simples e único: ser um empresário completo e de sucesso”, diz André Martins, presidente da JLide, que reúne jovens líderes empresariais. A empresária Marina Gheler, 28 anos, descobriu cedo sua veia empreendedora. Aos 5 anos, já vendia as roupas que sua mãe não queria mais para comprar brinquedos. Aos 17, começou como estagiária em uma empresa de produtos odontológicos e, dois anos depois, já era diretora de vendas. Com tino comercial apurado, montou seu próprio negócio voltado para semijoias e acessórios e hoje tem franquias pelo interior de São Paulo. O primeiro R$ 1 milhão veio três anos depois da criação do empreendimento. “Reinvesti tudo na empresa”, diz Marina

Também precoce, Thiago Monsores, 23 anos, começou a trabalhar desenvolvendo ações de marketing promocional antes mesmo de terminar a faculdade de propaganda, concluída no final do ano passado. “Crescemos 300% desde então”, garante ele, dono de um belo escritório no centro do Rio, com vista para o Pão de Açúcar e o Corcovado, abastecido por computadores e videogames. Com a conta bancária recheada, o jovem milionário comprou um Audi A4 no início do ano e aplicou o resto na empresa. Monsores sabe que é hora de suar a camisa para crescer e, por isso, trabalha pelo menos 14 horas por dia. “E, quando não estou aqui, continuo pensando no negócio”, afirma.
É uma atitude comum entre os jovens empreendedores. Segundo João Bonomo, professor de administração do Ibmec em Belo Horizonte, muitos preferem deixar vida conjugal e família para outro momento. “O foco é todo para o negócio e é assim que tem que ser, principalmente entre os que querem ótimos resultados em pouco tempo”, explica Bonomo. Quem trabalha muito e ganha dinheiro cedo muitas vezes também pensa em parar de trabalhar logo para curtir a vida. É o caso do carioca Rafael Liporace, 30 anos, que pretende pendurar as chuteiras em 2016.

                                                        Rafael Liporace                                         

Filho de professores, criado no subúrbio, Liporace tem como mérito ter transformado uma empresa falida em uma das mais criativas agências brasileiras, a Biruta Ideias Mirabolantes, especializada em projetos de comunicação e propaganda. Quando ele começou na empresa, em 2003, ela estava endividada e era apenas uma firma de propaganda aérea, que contrata aviõezinhos para sobrevoar as cidades com faixas de publicidade. Agora, deve fechar o ano com faturamento de R$ 25 milhões. “Tem que estudar, se relacionar muito bem, liderar e, principalmente, se entregar”, ensina Liporace, que em março vendeu 20% da empresa para o grupo de investimentos Fox por R$ 5 milhões. Hoje, morador de uma cobertura na Barra da Tijuca, e com três carros importados na garagem, sonha ser presidente do Flamengo, seu clube de coração. Com a economia estabilizada e a promessa de crescimento, o mercado brasileiro continuará como terreno fértil para novas ideias e espírito empreendedor. O número de milionários no Brasil continuará crescendo – e um deles pode ser você.

Uns com tanto outros com tão pouco....

sábado, 2 de julho de 2011

Fechamento de Junho

Aumentei meu patrimônio em R$ 5.496 (dos quais R$ 2.900 vindos do aporte mensal). Minha grana está dividida da seguinte forma:


   Ações   35.218
   Tesouro Direto   112.758
   Poupança   4.000
   Empréstimo   15.000
   Total   166.976

Alguns pontos:
- Não fiz compra alguma de ação de maio para junho, a valorização observada é fruto do desempenho de uma única ação (as demais caem bem), infelizmente não poderei dizer qual é;
- Só irei contabilizar os juros do empréstimo quando receber o pagamento (deverá ocorrer até o final do ano);
- O aporte mensal foi menor que poderia, acho que iniciarei uma previdência no próximo mês (e depositarei essa minha diferença lá). Lembrando que minha meta é ter aporte mensal de R$ 3.750. Consegui boas taxas e haverá contribuição da empresa. Molezinha!

Gostei do mês e do friozinho que ele trouxe.