segunda-feira, 27 de junho de 2011

Salários

Tenho tido sorte em minha carreira profissional (apesar de, ingrato, trabalhar muito para me afastar um pouco dela). Sempre tive o que considero bons salários, bem parelho com minha formação escolar/acadêmica (nunca estudei nas melhores escolas, muito menos na melhor faculdade). Sei que o que rende IBOPE nesse blog é a ultra exposição da minha intimidade financeira, pois vamos a um capítulo marcante: a evolução salarial mensal (bruto).


   Ano
   R$
   2006
   2.500
   2007
   6.100
   2008
   6.500
   2009
   7.000
   2010
   9.100


Este é um componente fundamental para alcançar minha liberdade financeira. Se pouco sei sobre as métricas e siglas dos grandes investidores da bolsa, deixo aqui a minha equação do milhão:

Bom salário + vida simples = grandes aportes mensais 

Simples, né?

sábado, 18 de junho de 2011

Parar de Trabalhar e Viver de Renda (Exame.com)

Quanto é preciso poupar para parar de trabalhar e viver de renda

Aprenda a calcular o patrimônio necessário para atingir a independência financeira

Parar de trabalhar antes da velhice para viver de renda pode parecer um sonho. Prescindir do trabalho remunerado aos 40 ou 50 anos de idade realmente é bem difícil para a maioria das pessoas. Um primeiro passo dessa longa caminhada é descobrir quanto é preciso acumular para gozar uma vida confortável mesmo sem trabalhar.
O consultor financeiro Mauro Calil desenvolveu uma fórmula bastante simples que se baseia na certeira rentabilidade de 0,5% ao mês da caderneta de poupança. Após determinar o valor que deseja ganhar mensalmente, basta o investidor multiplicá-lo por 200, o que equivale a dividi-lo por 0,5%. O resultado é o montante que o investidor deve acumular, ao longo dos anos, para obter a renda desejada todo mês a partir da caderneta. Veja alguns exemplos:







Repare que aqui não estão sendo considerados nem a inflação nem um eventual aumento do padrão de vida ou dos custos da vida da pessoa. Certamente o poder de compra de 5.000 reais daqui a 10 ou 20 anos será consideravelmente menor. Fora que, até lá, o investidor pode preferir um padrão de vida mais alto.
“Por isso eu aconselho a rever a renda mensal desejada todo ano, com base nos seus gastos anuais”, diz Mauro Calil. Essas revisões permitem ao investidor considerar a inflação sem fazer estimativas por um tempo de acumulação tão longo quanto dez, vinte ou trinta anos. Com isso, é possível rearranjar os investimentos de forma a alcançar o objetivo.
Para se proteger da inflação
Fazer cálculos para a aposentadoria a partir da tabela acima envolve dois problemas. O primeiro é que a caderneta de poupança não é o investimento mais interessante para quem pensa em poupança de longo prazo. Apesar de ser uma aplicação isenta de Imposto de Renda e com regras bastante simples, a poupança oferece ao investidor um rendimento mensal muito baixo. Se a pessoa escolher outros investimentos, poderá poupar menos para alcançar a mesma renda vitalícia. O outro problema é que o investidor não estará protegido contra eventuais surtos inflacionários que venham a aparecer no longo prazo. 
A boa notícia é que o Tesouro Nacional vende um título público que resolve esses dois problemas ao mesmo tempo. Por meio do Tesouro Direto, qualquer brasileiro que possua uma conta em uma corretora pode comprar títulos corrigidos que pagam uma taxa de juros mais a variação do IPCA (principal índice de inflação para famílias que ganham entre 1 e 40 salários mínimos). Os papéis que permitem fazer isso são as Notas do Tesouro Nacional série B, ou NTN-B. Os títulos pagam um cupom próximo a 6% ao ano (rentabilidade semelhante à da poupança) mais o IPCA. Seus prazos são bastante longos também. Atualmente, o papel mais longo vence em 2045.
Esse investimento protege o patrimônio da inflação, permitindo ao investidor calcular hoje o montante final a ser atingido de fato. É claro que os títulos públicos não são, como a poupança, isentos de Imposto de Renda. A alíquota para investimentos de longo prazo equivale a 15% do total de ganhos obtidos com a aplicação.
Por exemplo, hoje uma NTN-B com prazo de 24 anos (vencimento em 2035), garante uma rentabilidade líquida real – descontados impostos, taxas e inflação – de aproximadamente 0,4% ao mês. É um pouco menor que a poupança, mas essa é a rentabilidade real, enquanto que, na caderneta, o rendimento é completamente corroído pela inflação. Tendo isso em mente, alguém que deseje uma renda de 5.000 reais por mês precisará, na realidade, de um pouco mais de 1.000.000 de reais. A conta não pode ser feita com 0,5% e sim com 0,4%. Ou seja, em vez de multiplicar a renda desejada por 200, basta multiplicá-la por 250, conforme o quadro:


Ou seja, considerando a inflação e os dados de hoje, um investidor constata que, na verdade, precisa de 250.000 reais a mais do que precisaria no cálculo apenas da poupança. A diferença é que esse investidor não precisará se preocupar com repiques inflacionários e terá uma renda garantida independente do número de anos que restem de vida. Considere ainda que depois que o título vencer, as reservas poderão ser consumidas, prolongando a renda por mais alguns anos. É essa segunda tabela, portanto, que dará grande tranquilidade ao poupador. Lógico que fazer o cálculo para descobrir quanto poupar é a parte mais fácil - difícil é juntar alguns milhões de reais. Mas quanto mais cedo começar a poupar e investir, mais cedo a pessoa pode conseguir a independência financeira, pois poderá lançar mão de investimentos mais arriscados e terá mais tempo para formar um bom patrimônio. 

A foto que ilustra a matéria é inspiradora



segunda-feira, 13 de junho de 2011

Mas você é mão de vaca?

Não sou. Tenho hábitos simples. Um dos livros que mais me trouxe inspiração para minha jornada e que bate muito com minha visão de consumo é o "Milionário mora ao lado" de Thomas J. Stanley.
 http://www.submarino.com.br/produto/1/81785/milionario+mora+ao+lado,+o
É um livro que passa longe dos chatos auto-ajuda, é um estudo em que o autor debruça-se sobre diversos milionários dos EUA, por 20 anos, e acaba por quebrar alguns paradigmas que permeiam a imagem do estilo de vida dos milionários concebido por nós meros plebeus.
A grande maioria dos ricaços não moram em casas milionárias (valor médio encontrado na pesquisa é de U$320k), eles usam relógios Seiko, compram roupas na JC Penney ( a Renner de lá), não financiam e não tem o carro do ano, gastam em média US$150 em tênis e, mais interessante, não herdaram herança . Eles, em resumo, vivem abaixo de suas capacidades financeiras e acreditam que liberdade financeira é mais importante que status social.
Estou com eles (apenas nos pontos de vista...rs), "cago e ando" para aquele restaurante estrelado (respeito quem tem prazer em frequentá-lo), não ligo para aquela cerveja belga, não quero aquele notebook que cabe em um envelope e muito menos o smartphone que conecta com todas as redes sociais. Quero liberdade dessa vida diária estressante, quero fazer um curso de línguas às 15:30 de uma terça-feira (bizarro, né?).
E vc? Já leu o livro? Não perca tempo, está aí um dinheiro que será muito bem gasto.

terça-feira, 7 de junho de 2011

E Maio?

Como iniciei o blog em 13/05 não tenho muito a acrescentar frente ao fechamento do mês de maio que já não tenha publicado na primeira postagem. Foi um mês em que gastei módicos R$ 1.680 para me manter vivo, uma façanha. Essa é pra mim a grande chave para a minha liberdade financeira: controle das despesas mensais. Se faço apenas o básico nas aplicações é aí que faço a diferença.